Posts com Tag ‘Histórias do Forró’

Olá galera forrozeira,
Hoje depois de alguns dias sem postar nada aqui, venho trazer mais um video da Série O milagre de Santa Luzia. E nesse episódio trazemos nada mais nada mesno que o grande sanfoneiro e compositor Genáro!!!

Aproveitem esse video!!!

Sinopse da série

A série de TV O Milagre de Santa Luzia revela, por meio de um mergulho profundo no universo da sanfona, um Brasil diverso e riquíssimo culturalmente. São 52 programas dirigidos pelo cineasta Sérgio Roizenblit, que também assinou a direção do longa-metragem homônimo que deu origem à série. A ideia do documentário, por sua vez, nasceu do projeto O Brasil da Sanfona, de Myriam Taubkin, cujo material, tanto de pesquisa como de imagens, foi amplamente usado nos programas. Além da direção e da linguagem documental, outra ‘herança’ do filme é a condução sensível e cativante do mestre Dominguinhos, o maior sanfoneiro do Brasil. Ele apresenta personagens e lugares inesquecíveis, do extremo sul ao nordeste, passando pelos centros urbanos, o interior paulista e o remoto sertão do centro- oeste, e traz ao conhecimento do espectador elementos raros da cultura de todo o país. A sanfona, por ser um Instrumento fundamental da música regional, mas por ser usada também em orquestras e na música popular das grandes capitais, aparece como elemento perfeito para contemplar essa diversidade e riqueza, e desvendar os tantos brasis que compõem o Brasil.

Genaro
Pernambuco

Alagoano, morando há muitos anos em Recife, Genaro é um dos mais respeitados sanfoneiros do nordeste. Conhecido por ter substituído Lindu à frente do Trio Nordestino no começo dos anos 80, Genaro ficou muitos anos no grupo, até o inicio da década de 90. A partir daí, começou a tocar com Walkiria, sua esposa, com quem emplacou muitos sucessos. Genaro, além de grande instrumentista, tem uma voz afinadíssima, e, junto com Camarão, Dominguinhos, Arlindo dos 8 Baixos e outros poucos, faz parte da nata dos sanfoneiros pernambucanos de forró.


Fonte: A Série O Milagre de Santa Luzia

E em breve novos videos!!!
Abraço a todos e um excelente e abençoada semana!!!

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Olá Galerinha!!!

Hoje daremos continuidade aos nossos posts, da Serie O Milagre de Santa Luzia, que fala uma pouco da história dos sanfoneiros Brasileiros.
E pra continua a serie vamos hoje de Caçulinha!!! Aí vamos nós!!!

Sinopse da série

A série de TV O Milagre de Santa Luzia revela, por meio de um mergulho profundo no universo da sanfona, um Brasil diverso e riquíssimo culturalmente. São 52 programas dirigidos pelo cineasta Sérgio Roizenblit, que também assinou a direção do longa-metragem homônimo que deu origem à série. A ideia do documentário, por sua vez, nasceu do projeto O Brasil da Sanfona, de Myriam Taubkin, cujo material, tanto de pesquisa como de imagens, foi amplamente usado nos programas. Além da direção e da linguagem documental, outra ‘herança’ do filme é a condução sensível e cativante do mestre Dominguinhos, o maior sanfoneiro do Brasil. Ele apresenta personagens e lugares inesquecíveis, do extremo sul ao nordeste, passando pelos centros urbanos, o interior paulista e o remoto sertão do centro- oeste, e traz ao conhecimento do espectador elementos raros da cultura de todo o país. A sanfona, por ser um Instrumento fundamental da música regional, mas por ser usada também em orquestras e na música popular das grandes capitais, aparece como elemento perfeito para contemplar essa diversidade e riqueza, e desvendar os tantos brasis que compõem o Brasil.

Caçulinha
São Paulo

Hoje em dia mais conhecido por seu trabalho na TV, Caçulinha é, mais do que tudo, um nome importantíssimo na história da música popular brasileira. Filho e sobrinho de um duo de violeiros muito conhecido no interior de São Paulo – Mariano e Caçula, Caçulinha cresceu no meio musical e iniciou sua carreira aos 8 anos, tocando num programa de rádio. A partir da década de 50, sua carreira como acordeonista deslanchou; tocou com muitos grupos e alguns dos principais músicos da MPB, como João Gilberto, Elis Regina, Luiz Gonzaga e Caetano Veloso. Em gravação para a série O Milagre de Santa Luzia, num bate-papo divertidíssimo com o amigo Dominguinhos, que não via há anos, Caçulinha mostrou também seu lado piadista e contador de ‘causos’. Além das histórias relembradas, é claro, os dois tocaram músicas belíssimas na gravação. Foi um encontro para entrar para a história.

Fonte: A Série O Milagre de Santa Luzia

É isso ai galerinha em breve novos videos!!! Abraços!!!

Galerinha,

Hoje venho compartilhar com vocês um pouco dá história desse instrumento que é base do nosso querido forró pé de serra, A SANFONA,  e de vários músicos que carregam esse instrumento no peito. Serão vários posts que estarei colocando aqui pra vocês. Espero que gostem.

Sinopse da série

A série de TV O Milagre de Santa Luzia revela, por meio de um mergulho profundo no universo da sanfona, um Brasil diverso e riquíssimo culturalmente. São 52 programas dirigidos pelo cineasta Sérgio Roizenblit, que também assinou a direção do longa-metragem homônimo que deu origem à série. A ideia do documentário, por sua vez, nasceu do projeto O Brasil da Sanfona, de Myriam Taubkin, cujo material, tanto de pesquisa como de imagens, foi amplamente usado nos programas. Além da direção e da linguagem documental, outra ‘herança’ do filme é a condução sensível e cativante do mestre Dominguinhos, o maior sanfoneiro do Brasil. Ele apresenta personagens e lugares inesquecíveis, do extremo sul ao nordeste, passando pelos centros urbanos, o interior paulista e o remoto sertão do centro- oeste, e traz ao conhecimento do espectador elementos raros da cultura de todo o país. A sanfona, por ser um Instrumento fundamental da música regional, mas por ser usada também em orquestras e na música popular das grandes capitais, aparece como elemento perfeito para contemplar essa diversidade e riqueza, e desvendar os tantos brasis que compõem o Brasil.

O primeiro músico que falaremos aqui é de Luciano Maia.

Luciano Maia
Rio Grande do Sul

Natural de Pelotas, Luciano Maia iniciou seus estudos musicais aos 9 anos. Aos 13, já era considerado um fenômeno entre os que o ouviam nos festivais de música nativista. Na adolescência, mudou-se para Porto Alegre. Lá conheceu e tocou com os maiores nomes do Rio Grande do Sul, como Edson Dutra, Renato Borghetti, Luiz Carlos Borges, Oscar dos Reis e muitos outros. Seu nome aparece em mais de 80 discos, entre CDs solo, parcerias, participações especiais, projetos especiais e gravações independentes. Além de representante da tradicional música gaúcha, Luciano, com vasto repertório musical, também inova com experimentos muito bem-sucedidos. É o caso do Quartchêto, grupo que, além da gaita, conta com bateria, trombone e violão, e vem se apresentando em importantes festivais pelo Brasil. Grande fã de Dominguinhos e Albino Manique, que inspiram muito sua música, Luciano também recebe elogios dos mestres, que o consideram um dos grandes nomes da nova geração.

Queridos forrozeiros,

Aqui vai um texto de desabafo do nosso querido Tato do Falamansa. O texto é um pouco grandinho mais fale a pena ler. E ao final fiquem a vontade para comenta.

Desabafo do Tato do Falamansa sobre “ROOTS”

“Agora são 4:44 da manhã( que horário mais marcante para o momento) e levantei da minha cama movido por um turbilhão de pensamentos que giram em torno da palavra “Roots”, que até 8 anos atrás era aplicada ao forró mais tradicional, movido pela zabumba, triângulo e sanfona, e era tão somente uma denominação de um estilo e não uma demarcação de território que hoje é egoístamente aplicada ao “forró para poucos”, “forró que só eu conheço”, “forró não comercial”(Tá bom!), “forró só eu quero ser rei” e que está matando um movimento tão grandioso da nossa cultura que acontece no sudeste e centro oeste (aliás , ironicamente bem longe de sua raíz) chamado forró universitário.

Mas o que é “roots”? Qual o significado da palavra? Já começa aí um fato curioso: Nada menos “roots” do que usar para falar de algo tão “raíz” da cultura brasileira, uma palavra em inglês, não é mesmo? Mas indo mais a fundo, “roots”, que significa “raíz”, parte de uma denominação botânica para a parte da planta que na maioria dos casos, fica fincada a terra, base de sustentação e de extração de minerais e água do solo. Não sou nenhum botãnico mas acredito que raíz, cada planta tem a sua. Vc não vê um pé de jaboticaba de um lado do quintal, com a mesma raíz que um pé de laranja do outro lado, mesmo estando eles todos no mesmo pomar. Mas ambas convivem harmoniosamente podendo uma atender a quem gosta de jaboticaba e outra a quem gosta de laranja. Agora, já imaginou se todas usassem a mesma raíz? Em pouco tempo todas as frutas do pomar teriam o mesmo gosto e essa raíz não teria força para levar a todas as árvores os nutrientes e esse pomar secaria.

Acredito que no forró seja mais ou menos assim. Existem as” árvores” mais antigas, com raízes mais fortes, que servem de inspiração para as “árvores” mais jovens e que ainda estão fincando suas raízes. Mas cada um tem a sua raíz e não adianta esperar que uma nova árvore tenha a mesma raíz que aquela árvore antiga. Todas dão frutos e só com todas produzindo, esse “pomar” dará frutos para sustentar um movimento grandioso, forte e sadío que possa chegar até as futuras gerações. Lembrando também que assim dessa maneira ninguém vai chegar até o pezinho mais novo sem conhecer as grandes árvores mais antigas, ou vice-versa, e isso é saudável para a cultura.

Saindo desse “pomar” e falando mais abertamente, esse ano completo 15 anos de forró e acho que já tenho um pouco de experiência(não tanto quanto os grandes mestres é claro) para falar do assunto. Fiquei rolando na cama pensando nessa palavra “roots” e quero colocar aqui tudo o que, PARA MIM, é “ROOTS”. Percebi que sou extremamente “ROOTS” dentro da minha própria raíz.

“ROOTS” foi voltar da Alemanha em 94 e ao invés de ir curtir para Porto seguro como todo muleque da época, ir para uma vila de pescadores no norte do Espírito Santo. “ROOTS” foi morar em São Paulo numa kitchnete no centro, e desenhar, xerocar ,recortar e distribuir panfletos com os dizeres “Forró Universitário”(a nossa equipe chamava “Roots Produções” ,olha que irônico!!), e panfletar diariamente nas portas das principais faculdades tendo que ouvir frases como :”- Forró??!! Cê tá louco!!” ou “-Credo!! Isso é coisa de paraíba!!” ou o pior, ouvir risos daquela “patricinha” que , ,a partir deste dia, passava a me olhar com desdém. “ROOTS” pra mim, era sair da aula todos os dias as 11 da noite, esquentar um miojo no microondas e sair correndo sem nem tomar banho pois tinha que chegar no forró as 11 e meia para bater o cartão e começar a trabalhar discotecando até o último cliente. “ROOTS” pra mim, era ter que deixar sempre meu carro na descida pois ele só pegava no tranco e ainda passar pelo vexame diário de empurrá-lo na frente da balada todas as madrugadas quando saía do trabalho.

“ROOTS” pra mim foi ir tantas vezes para Itaúnas, mas sempre tendo que trabalhar para garantir minha estadia.

“ROOTS” pra mim, era sempre deixar o forró 2 horas antes do que todo mundo, e atravessar as dunas tocando uma mula cheia de engradados, côco e o que mais precisasse para abrir a barraca em que eu trabalhava antes que todos chegassem, e ainda ter que bombear água para a caixa d’água durante uma hora, pra não faltar durante o dia.

“ROOTS” pra mim foi cantar todo o final de tarde na praia durante 5 ou 6 horas só com um violão e a voz sem receber nada por isso, e em muitas vezes cuspir sangue (sério!!) de tanto forçar as cordas vocais. “ROOTS” pra mim foi compor “Rindo a toa” e “Xote dos milagres”, músicas que juntas venderam 2.000.000 de cópias originais e sabe lá quantas piratas. “ROOTS” pra mim foi ir pela primeira vez ao Faustão e ouvir o diretor dizer não toca essa música não que acho que não pega, toca algo mais animado ! (A música era “Rindo a toa” !!) “ROOTS” pra mim foi ganhar o prêmio Multishow de revelação e ser advertido pelo dono da gravadora para não falar a palavra “forró”, mas sim, “MPB”, pois ele previa que isso era só um movimento, e que iria se acabar, mas mesmo assim, subir no palco e dizer: “-Dedico esse prêmio a memória de Luis Gonzaga e a todos que fazem o forró pé de serra!” . “ROOTS” pra mim é ouvir de tantas pessoas histórias de superação através da minha música, como cura de depressão, e até , acredite ou não, 2 vidas salvas de pessoas que iriam se suicidar mas desistiram ouvindo uma determinada música da Falamansa.”ROOTS” pra mim é ter retirado um tumor de 10cm x 8cm do meu cérebro e voltar aos palcos em 24 dias enão em 5 meses como previam os médicos. “ROOTS” pra mim é ir todo ano para os principais festejos juninos do Nordeste, representando uma sonoridade deles mesmos num palco cheio de bandas de forró eletrônico( que aliás temos que aprender a respeitar, pois são trabalhadores como nós. Respeitar!Não precisa gostar! ). “ROOTS” pra mim é compor 95% do meu repertório. “ROOTS” pra mim é pelo décimo ano consecutivo, estar entre os três maiores arrecadadores de direitos autorais no mês de junho(junto de Luiz Gonzaga e Lamartine Babo) “ROOTS” pra mim é, enquanto as outras bandas trabalham músicas que falam de cachaça, sacanagem, traição, escolher o tema consciência ambiental para levar para os palcos do Brasil inteiro, mesmo que isso signifique não tocar na rádio. Por fim “ROOTS” pra mim é ainda, depois de tanto tempo, tantas conquistas, 90 shows por ano, uma esposa maravilhosa, um filho abençoado por Deus, levantar da cama as 4:44 da manhã e escrever até as 7:12 sobre um movimento que , de acordo com alguns , nem faço parte mas que estou vendo se corroer a cada dia pela inveja, egoísmo, egocentrismo e pela falta de consciência cultural e união.

Fala-se tão mal do sertanejo mas temos que aprender com eles essa palavra: UNIÃO. Eles sim sabem valorizar os artistas que são mais conhecidos entendendo que o futuro das novas duplas e até dos sertanejos mais “ROOTS” estão nas mãos deles. Qualquer casa de pequeno porte sonha em ter uma dupla famosa tocando! Porque no nosso forró não é assim? Tem casa de forró que não quer colocar quem não seja “ROOTS” pois “Nosso público é assim”!! Festivais que não querem bandas grandes porque “Nosso público é assim”!! “ROOTS” Uma hora o público “ROOTS” se casa, tem filhos , somem do circuíto e aí as casas ficam as moscas!! Nada impede de uma casa dividir o espaço entre “ROOTS” e “Comercial”. Isso é bom!! Abre o leque de oportunidades!! Marketing é bom!! tudo precisa de marketing!! O nome “ROOTS” é marketing!! Dançar descalço é marketing!!

Pra finalizar, deixo-me a disposição para ser um pilar dessa união, aliás como já venho tentando fazer, gravando com bandas que as vezes nem conheço, propondo a casas de forró condições mais bacanas e até, contrariando meus próprios companheiros de banda( por causa da possibilidade de perder datas com a Falamansa), fazendo participações em shows de outros trios e bandas para alavancar o movimento. Mas que fique claro aos aproveitadores que empobrecem o movimento, não venha com essa de ” faz baratinho pra valorizar o movimento”. Faço desconto e parceria, mas não desvalorizo o meu trabalho pra você ganhar dinheiro! E isso vale pra todas as bandas, não deixem sugar de vocês o dom mais precioso que é seu talento em troca de um engradado de cerveja!

Valorize-se!! Se todos se valorizarem, todos ganham mais. Dominguinhos já disse isso a 20 anos atrás e tá acontecendo de novo!!

Agora vou dormir, esperando que absorvam só o bem nas minhas palavras e espero não ter ofendido ninguém. Aos que não gostam de mim ou da Falamansa,não fiquem procurando erros no meu texto para criticar ou se sobrepor como quem diz “-Olha o que eu falei pro cara do Falamansa!! Eu sou foda!!”. Tudo que expressei aqui é o meu sentimento mais puro, sem ódio(talvez revolta!) no coração. Se concordar demonstre o seu apoio, se não, continue agindo do mesmo jeito e apenas ignore as minhas palavras.

Um sincero abraço para todos os forrozeiros do Brasil e façamos deste momento um recomeço e não a continuidade do caminho que leva ao fim. Hoje não dependo do movimento, mas tenho um carinho muito grande pelos trios e bandas que dependem e é por eles e pela cultura que estou lutando. Todos somos “ROOTS” nesse pomar musical!! Aliás, troque todas as palavras “ROOTS” que escrevi pela frase “AMOR AO FORRÓ” e verá que o texto fará ainda mais sentido!!!”

TATO

Fonte: Dj Fabrício(ES)

Bem galera,
Compartilho aqui com vocês um pouco da história do nosso forró que com diz o título do documentário muita gente  desconhece. Apresento aqui um pouco da história de João do Vale um grande compositor da nossa música nordestina.

João Batista Vale nasceu em Pedreiras, no Maranhão, a 11/10/1933. Quinto de oito irmãos ajudava em casa, vendendo balas e doces feito pela mãe. Freqüentou a escola até o terceiro ano primário, quando teve de interromper os estudos – não para trabalhar, mas para ceder lugar ao filho de um coletor recém-nomeado para trabalhar em Pedreiras.

Trabalhava e dormia na construção; à noite percorria as rádios na esperança de se aproximar de algum artista. O primeiro a que teve acesso foi Zé Gonzaga, que a princípio não quis ouvir suas músicas, mas, depois, gostou muito delas e gravou Cesário Pinto, que fez sucesso no Nordeste. Luís Vieira foi o segundo que João procurou, conseguiu que Marlene gravasse Estrela Miúda (de autoria dos dois).
Além de Marlene – que gravou várias composições de João -, Luís Vieira, Dolores Duran, Luiz Gonzaga e Maria Inês também cantaram e registraram sues trabalhos com êxito.

Em 1987, quando ia Nova Iguaçu com uma amiga, parou em um restaurante para almoçar. João sentiu-se mal e de repente desabou direto no prato, fulminado por um AVC, mais conhecido como derrame cerebral. Sua acompanhante ficou apavorada e, não se soube se por ignorância ou maldade, saiu correndo e abandonou o local. Então, foi levado inconsciente para o Hospital da Posse de Nova Iguaçu. Sem documento e dinheiro (sua carteira ficara na bolsa da tal acompanhante), foi deixado numa maca e negligentemente abandonado à própria sorte. Após ficar sem atendimento adequado, teve convulsão e caiu da maca, batendo a cabeça no chão do Hospital. Foi atendido por uma estagiária mais atenta, onde foi reconhecido e a partir daí passou imediatamente de “crioulo sem ter onde cair morto”, para “artista brasileiro negro e talentoso, necessitado de socorro imediato”. Peculiaridades de um país socialmente racista.
João ficou internado por dois anos na ABBR, no bairro Jardim Botânico, para tratar da semi-paralisia do lado direito do seu seu corpo. Nesse período seus amigos se movimentaram para organizar e promover shows em benefício do artista e sua família. Em 1989 João recebeu alta, onde providenciou a sua aposentadoria, onde passou a viver dessa pensão (cinco salários mínimos) e de direitos autorais.
João do Vale ficou consciente, mas com grande lacunas na memória, cognição afetada, dificuldades na fala, tinha o corpo semi-paralisado e a perna visivilmente atrofiada.

No ano de 1996, a saúde João do Vale ia oscilando, apresentando melhoras alternadas com algumas crises.Todo o dia João batia ponto nos jogos de dominó em frente ao Sindicato dos Arrumadores, no centro de Pedreiras. Aos poucos, o estado de João do Vale passava a preocupar cada vez mais. Em 22 de novembro daquele ano, a turma do dominó soube que João não iria para o jogo, pois passara mal e resolvera ficar em casa. No final da tarde foi acometido por um novo acidente vascular cerebral. Apresentando um quadro grave de diabetes, hipertensão arterial e insuficiência renal, no dia 4 de dezembro, sofria seu terceiro e fatal derrame, o que o levou ao coma. E no dia 06 de dezembro de 1996, sexta-feira, às 13h30min, com falência múltipla dos órgãos, morria João Batista Vale, o poeta do povo João do Vale. A pedido seu, antes de morrer, foi enterrado, em 8 dezembro, no modesto cemitério São José, de Pedreiras. Mais de 5 mil pessoas acompanharam o cortejo fúnebre, ao som de Pisa na fulô e Carcará, em arranjo para solo de saxofone de Sávio Araújo.

Algumas músicas de João do Vale.
“Pisa na fulô”

Pisa na fulô
Pisa na fulo
Não maltrata o meu amo

“Carcará”

Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Não vai morre de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará

“Peba na pimenta”

Seu Malaquia preparo
Cinco peba na pimenta
Só o povo de Campinas
Seu Malaquias convidou
Mais de quarenta

“O canto da ema”

A ema gemeu
No tronco do jurema
Foi um sinal bem triste,
Morena
Fiquei a imaginar

Espero que tenham gostem!!!

Abraços.

Fontes:http://www.fundacaojoaodovale.com.br/joao_vale.html